TEST, on art: arte contemporânea
em LX-Factory, rua Rodrigues Faria, 103, Alcântara, Lisboa.
É com enorme prazer que apresentamos TEST, on art - novo centro de arte contemporânea em Lisboa. TEST começa a definir a sua programação no final de Fevereiro e no Verão de 2008 abre as portas ao público.
'TEST, on art' é uma associação para a arte contemporânea, sem fins lucrativos, integrada no pólo criativo LX Factory, situado na antiga zona industrial de Alcântara. Com o objectivo de dinamizar espaços urbanos desactivados na cidade de Lisboa, mantendo as especificidades arquitectónicas e urbanísticas, a empresa LX Factory tem vindo a apoiar e promover artistas de diferentes áreas, reunindo neste novo pólo criativo ateliers de artistas, estúdios de produção, cinema, fotografia, design industrial, moda e arquitectura, agência de modelos, escola de dança, e TEST on art, um novo espaço de 3.000 m2 para a arte contemporânea.
João Simões, director artístico de TEST, define-o como um centro de produção, investigação, e apresentação de novos projectos, novas ideias, nova arte - de teste. Um centro de arte contemporânea ligado a uma rede nacional e internacional de comissários, artistas, críticos, fundações, galerias, centros de arte e de investigação - um espaço de colaboração.
TEST ao produzir e apresentar nova arte, vai construir, naturalmente, e ao longo dos diferentes projectos convidados, uma colecção de arte contemporânea.
Vários comissários e artistas foram convidados a viajar a Lisboa para, numa reunião de trabalho, começarem a desenvolver projectos em TEST. A reunião, dias 28 e 29 de Fevereiro de 2008, será o primeiro passo para a definição da programação de TEST.
entre os convidados para a reunião estão:
Amy Granat (artista e fundadora de Cinema Zero, Nova Iorque)
Ana Cardoso (artista e editora de Test, Nova Iorque e Lisboa)
Arfus Greenwood (escritor e comissário, Nova Iorque)
Alexandre Estrela (artista, Lisboa)
Emily Sundblad (artista e directora da galeria Reena Spaulings, Nova Iorque)
Henry Flynt, (filósofo, músico e activista anti-arte, Nova Iorque)
João Simões (artista, director de Test, Nova Iorque e Lisboa)
Jutta Koether (artista, Colónia e Nova Iorque)
Mathieu Copeland (comissário, Londres)
Mai Abu ElDahab (comissária e directora de Objectif Exhibitions, Antuérpia)
Stuart Bailey e David Reinfurt (dexter sinister, Nova Iorque)
No último dia de reunião, dia 29 de Fevereiro, a reunião abre as suas portas à imprensa e convidados, e mais tarde, nesse mesmo dia, ao público, com projecções de filmes de Amy Granat e Emily Sundblad; Tell Me de Guy de Cointet; conferência de Henry Flynt sobre o texto "On So-Called Emotion and Spirituality in Art", a publicar por monolog, projecto editorial de TEST e performances sonoras de Jutta Koether, Sundblad e Granat "Emotional Music" e The Flynts (ELizabeth e Henry Flynt).
cronograma
reunião com os comissários convidados: 28 e 29 de Fevereiro, 2008
apresentação de TEST à imprensa e convidados: 29 de Fevereiro, 19h00 - 20h00 (20h00-21h00 cocktail por Ricardo Aragão)
performances, filmes e festa: 29 de Fevereiro, 21h00 - 1h00
informação sobre a equipa de Test:
João Simões, artista e director artístico de Test.
n. Luanda, 1971. vive e trabalha em Lisboa e Nova Iorque.
Estudou arquitectura em Lisboa, Milão e Paris e em 1999 termina o seu Mestrado em Arte e Arquitectura em Barcelona. Convidado pelo artista David Medalla expoem pela primeira vez no A.R.C. Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris, na exposição Life-Live (comissariada por Hans Ulrich Obrist) e continua a expor desde esse ano: São Francisco, Nova Iorque, Berlim, Lisboa, Malmö, Bruxelas, Roma, Barcelona, Santander, e Londres.
Como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento muda-se para Nova Iorque em 2004 e neste momento é artista residente nos estudios PointB, em Brooklyn, como bolseiro do Instituto Camões. É professor convidado da École Nationale Supérieure du Paysage de Versailles, Departamento de Arte; Facoltà di Arquitettura di Milano, no mestrado 'Extraordinary Landscapes' e recentemente deu conferências sobre o seu trabalho na Columbia University e na Cornell University, em Nova Iorque.
Brevemente apresenta o seu trabalho na Caja Cantabria, Santander; CAM Fundação Calouste Gulbenkian, com Pedro Cabral Santo; Galeria st, em Roma, com o arquitecto e fotógrafo Luis Rosário, na Emily Harvey Foundation, em Nova Iorque e trabalha na edição de duas publicações sobre o seu trabalho: o ensaio Da Matéria, por Paulo José Miranda (apoiado pela Direcção-Geral das Artes) e no livro de artista NTSC.
http://www.00351.org
http://www.00351.org/N/TEXTS.html
Frieze magazine, London. http://www.frieze.com/issue/review/air_portugal/
Ana Cardoso, artista e editora de Monolog.
n. Lisboa, 1978. vive e trabalha em Lisboa e Nova Iorque.
Depois dos estudos em artes plásticas em Lisboa (FBAUL), Berlim (HdK) e Nova Iorque (CUNY), Cardoso tem mostrado o seu trabalho em várias galerias e museus: Lisboa, Porto, Nova Iorque, Berlim, Liverpool, Paris e Barcelona. O seu trabalho tem sido referido em textos de críticos portugueses e foi incluído em 2007 em duas exposições de jovens pintores (Prémio Fidelidade Mundial / Culturgest e Prémio Amadeo Souza-Cardoso, no Museu Amadeo Souza-Cardoso). Outras exposições individuais recentes incluem 'Sonambulism', 2008, Poste-Ite, galeria Pedro Oliveira, Porto; e 'Assorted Paintings', 2007, Artecontempo, Lisboa.
Vive e trabalha actualmente em Nova Iorque, onde foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento durante o mestrado em Artes Plásticas que concluiu no Hunter College – City University of New York. Organizou no Hunter College uma série de conferências (com Henry Flynt e o colectivo Orange Works); colabora na Artecapital.net com textos sobre arte contemporânea e é editora de Monolog (publicações de Test, centro de arte contemporânea em Lisboa).
http://www.anacardoso.net
Sofia Ramos de Abreu Nunes, produtora executiva de TEST.
n. Lisboa em 1978. vive e trabalha em Lisboa.
Licenciou-se em História Moderna e Contemporânea, ISCTE (2000), Pós-graduou-se em Gestão Cultural Escola Gestão do Porto (2002) e actualmente conclui o Mestrado em Ciências da Comunicação – Cultura Contemporânea, FCSH. Tem desenvolvido a sua actividade profissional nas áreas de produção de exposições, gestão e estudo de colecções de arte contemporânea, tendo trabalhado no Centro Cultural de Belém, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea e Ellipse Foundation. Entre as exposições produzidas contam-se Sharon Lockhart. Pine Flat; James Coleman; Gerhard Richter. Uma colecção privada; Ângela Ferreira. Em sítio algum; ou Julião Sarmento. Trabalhos dos Anos 70, no Museu do Chiado – MNAC (entre 2002 e 2007) e Ellipse Foundation – Open House (2006), que reuniu obras de Stan Douglas, Jimmie Durham, Robert Gober, Rodney Graham, Thomas Hirschhorn, Mike Kelley, Cildo Meireles, Gabriel Orozco, Richard Prince ou Jeff Wall, entre outros. Foi responsável pela inventariação e acondicionamento da colecção Ellipse Foundation (2004-2006), tendo coordenado o seu trabalho com os curators, artistas e galeristas.
informação sobre os convidados de Test:
Amy Granat vive e trabalha em Nova Iorque. É artista e co-fundadora de Cinema Zero. Trabalha sobretudo com som, fotografia e video. O seu trabalho tem sido amplamente exibido na Europa e nos E.U.A, como no Dublin Project Arts Center, Dublin, Irlanda (2007); Le Confort Modern, Poitiers, França (2007); Palais de Tokyo, Paris (2007); Luhring Augustine Gallery, Nova Iorque (2007); Contemporary Art Center, Cincinnati (2006/7); e PS1, Nova Iorque (2006). O seu trabalho fará parte da próxima Whitney Biennial, a inaugurar em Março de 2008. Em Fevereiro Granat organizará duas noites de projecções de Cinema Zero em The Kitchen, Nova Iorque.
info: http://www.cinemazero.com
Palais de Tokyo: http://www.palaisdetokyo.com/fo3/low/programme/index.php?page=../media_clip/show_clip.php&id_doc=1941
New York Times: http://query.nytimes.com/gst/fullpage.html?res=9B03EFD6103BF937A35751C0A9639C8B63
Emily Sundblad vive e trabalha em Nova Iorque. É artista, performer e galerista, co-fundadora de Reena Spaulings Fine Art e co-criadora (com os Bernardette Corporation) da persona fictícia Reena Spaulings. Tem colaborado em música e filme com projectos com o artista Cory Arcangel, ou com o escritor de teatro Richard Maxwell; envolvida numa série de projectos colaborativos como Grand Openings com Jay Sanders, Ei Arakawa, Jutta Koether entre outros artistas. O seu trabalho tem sido incluído em inúmeras exposições colectivas em 2007 como: ‘The Perfect Man Show’, comissariado por Rita Ackermann, White Columns, Nova Iorque; ‘How to Cook a Wolf’, Kunsthalle Zurich, Zurique; ‘Beneath the Underdog’, Gagosian Gallery, Nova Iorque. Foi incluída na Whitney Biennial 2006, Whitney Museum, Nova Iorque.
info: http://www.reenaspaulings.com e http://www.bernadettecorporation.com
Flash Art, http://www.flashartonline.com/OnWeb/REENA%20SPAULINGS.htm
Granat e Sundblad colaboram numa série de filmes de referência ao cinema experimental onde as personagens de ambas se diluem, em sequências narrativas de curta duração. Estes filmes estão actualmente em exposição na White Columns, Nova Iorque.
info: http://whitecolumns.org/view.html?type=exhibitions&id=354/
Mai Abu ElDahab é comissária independente sediada no Cairo, Egipto, e Antuérpia, Bélgica. Mai é licenciada em Ciência Política e Filosfia, e ocupou diferentes cargos no campo cultural e artístico - como Associada do Programa Media, Arts and Culture no Departamento Médio Oriente e Norte de África da Ford Foundation, e como comissária assistente na Townhouse Gallery of Contemporary Art. Em 2002, estudou no Curatorial Training Programme, Stichting De Appel, Amsterdão, onde foi co-comissária de “Short Cut” na Stichting Kunst en Openbare Ruimte (SKOR) e de “Haunted by Detail”, projecto de Stichting De Appel e Amsterdam Filmmuseum. Em 2003 realizou dois projectos independentes no Egipto: “Wasla”, um programa de residência de duas semanas para 20 artistas internacionais; e “Going Places”, um projecto de comissões artísticas para autocarros públicos no Cairo. Participou em projectos com Young Arab Theatre Fund (Belgica), Triangle Arts Trust (UK), e Visiting Arts (UK). Em 2004 co-comissariou a exposição “Mediterraneans”, Museu de Arte Contemporânea (MACRO), Roma. Desde 2005, foi co-comissária da Manifesta 6 em Nicosia (cancelada por razões políticas locais). É a directora de Objectif Exhibitions, Antuérpia.
info: http://www.objectif-exhibitions.org/
Jutta Koether vive em Nova Iorque, mantendo uma relação próxima com a Europa, a Alemanha, e específicamente Colónia, onde cresceu, e é representada pela galeria Daniel Buchholz. Jutta Koether é uma figura central e incontornável no panorama da pintura actual. Além de pintora é também performer, música, escritora e ensaísta. Ensina Pintura no MFA da Columbia University, Nova Iorque, entre outras escolas. O seu posicionamento enquanto artísta cria um contraste com a obra de Martin Kippenberger, Sigmar Polke ou Albert Oehlen. Foi crítica e editora na revista de música e cultura pop Spex. Koether mudou-se para Nova Iorque no início dos anos 90, onde fez o Whitney Program, e onde colabora com Tom Verlaine (Television), ou Kim Gordon (Sonic Youth), e onde encontrou o meio ideal para a experimentação e a improvisação intelectual. Jutta Koether teve uma grande exposição individual na Suíça, Kunsthalle Bern, em 2007, onde um catálogo extensivo do seu trabalho foi publicado por DuMont Verlag. Exposições e projectos (selecção): Dead Already, Reena Spaulings Fine Art, Nova Iorque (2007); Whitney Biennial, Nova Iorque (2006); Thomas Erben Gallery, Nova Iorque (2005); Simultanhalle, Colónia (2005); Galeria Daniel Buchholz, Colónia (2004); Galerie Meerettich, Berlim (2004); P.S.1, Nova Iorque (2004); Swiss Institute, Nova Iorque (2002); Frankfurter Kunstverein (2003); Galeria Daniel Buchholz, Colónia (2002); Galeria Freund, Viena (2000); Galeria Pat Hearn, Nova Iorque (1999); INIT-Kunsthalle, Berlim (1999)…
Art in Review; Jutta Koether; By ROBERTA SMITH; Published: April 15, 2005
'The notion of seriously unserious painting has existed at least since Francis Picabia painted pulp-fiction nudes in the 1930's. It is part of the legacy of Martin Kippenberger, whose work is highly visible at the moment, but it also underlies the deliberately ersatz, curiously visionary work of Jutta Koether, a German musician, artist, critic and admirer of Kippenberger who has lived in New York since the early 90's.'
info: Palais de tokyo: http://www.palaisdetokyo.com/fo3/low/programme/index.php?page=../media_clip/show_clip.php&id_doc=2087
Kunsthalle Bern: http://www.kunsthalle-bern.ch/en/agenda/exhibition.php?exhibition=9 New York Times: http://query.nytimes.com/gst/fullpage.html?res=9B07E6DD113EF936A25757C0A9639C8B63
Henry Flynt é filósofo, músico, activista anti-arte e artista. O trabalho de Flynt desenvolve-se a partir do conceito de “niilismo cognitivo,” anúnciado em 1960 e 1961 em Philosophy Proper. Em 1961, Flynt defeniu o termo concept art, que só iria aparecer pela primeira vez em An Anthology, em 1963. Em 1962, Flynt começou a sua campanha anti-arte. Em 1963 manifestou-se contra instituições culturais em Nova Iorque com Tony Conrad e Jack Smith, e contra Stockhausen por duas vezes em 1964. Pedia que o termo arte fosse substituído por “veramusement” e “brend,” neologismos que indicam apenas recreação pura. Colabora e expõe com artistas como George Maciunas, la Monte Young, e o matemático, compositor, e artista suéco C.C. Hennix. Henry Flynt tem publicados textos (Blueprint for a Higher Civilization, 1975) e vários albums de música. As suas participações como artísta íncluem uma instalação na Bienal de Veneza (1990), várias exposições na Emily Harvey Foundation, em Nova Iorque, e Museus na Europa e E.U.A., entre conferências no meio académico sobre o seu trabalho, projecções de video (mais recentemente MAK L.A.), e inúmeras performances sonoras.
info:
http://www.henryflynt.org
http://www.ubu.com/sound/flynt.html
http://www.henryflynt.org/overviews/artwork_images/42.jpg
Mathieu Copeland, nasceu em França e vive em Londres, onde é comissário. Licenciou-se em 2003 no Goldsmiths College, Londres, e comissariou para Anna Sanders Films (uma programação itinerante com Charles de Meaux, Dominique Gonzalez- Foerster, Pierre Huyghe, Philippe Parreno, e Apichatpong Weerasethakul); comissariou e publicou a Perfect Magazine. Os seus projectos recentes incluem Phill Niblock (Londres); Exhibition’s Ruins (SAFN Museum Reykjavik); Soundtrack for An Exhibition (Musée d‘Art Contemporain Lyon), Expat-Art Centre (ICA London). Foi comissário convidado da Bienal de Arte Contemporânea de Lyon e projectos recentes incluem o Swiss Institute de Nova Iorque (Performa07) e Kunsthalle St Gallen, Suíça.
info: http://www.mathieucopeland.net
Dexter Sinister foi fundado por David Reinfurt e Stuart Bailey. A dupla tem uma loja / workshop no 38 Ludlow Street, Lower East Side em Nova Iorque, que abre ao público todos os sábados, e onde se vendem publicações, como a revista-fanzine Dot Dot Dot, que inclui inúmeras colaborações. David formou-se na University of North Carolina em 1993, e na Yale University em 1999. Criou O-R-G, um estúdio de design em Nova Iorque. David ensina na Columbia University e Rhode Island School of Design. Stuart formou-se na University of Reading em 1994, e na Werkplaats Typografie em 2000, tendo co-fundado Dot Dot Dot no mesmo ano. Stuart está envolvido em diversos projectos na Parsons School of Design (NYC) e Pasadena Art Center (LA). O workshop de impressão e produção regula-se pelo conceito de economia ‘Just-In-Time’, opondo-se às linhas de produção massivas, o que implica uma sustentabilidade que evita desperdícios pela manufactura on-demand, através da utilização de tecnologia económica, e considerando alternativas às habituais redes de distribuição, à qual juntam edição e design numa actividade coesa e eficiente.
http://www.dextersinister.org
http://www.dextersinister.org/library.html?id=125
http://cavs.mit.edu/artists.html?id=264,382
Arfus Greenwood é escritor e produtor de exposições em Nova Iorque. Foi comissário no PS1 Museum. Outras produções íncluem exposições e projectos para a Galeria Avenue B, Momenta Art, ARC/Paris, Richard Foreman’s Ontological Theatre, e Mabou Mines. Está actualmente a organizar uma publicação, Chubby: the low tableau (artists on privacy) para Thing.Review.
TEST abre ao público no verão de 2008
press info: Sofia Nunes, produtora executiva <>
http://www.test---on-art.com
http://monolog-editions.blogspot.com
TEST, on art: associação sem fins lucrativos para a arte contemporânea, Lisboa.
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